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| Outubro
de 2005, no lançamento de um livro de fotografias de um amigo de papai.
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Meu
pai me deu meus olhos verdes, mas "o" olho de fotógrafo ele guardou
só pra ele, porque eu jamais, em toda a minha vida, seria capaz de perceber
isso: olha a minha pose com o Danibê, agora dá uma olhada da foto
daquela página ali no livro nas mãos dele. Putz, é a mesma
pose, cara! No livro você vai encontrar uma coleção de fotos
de uma tribo do Pacífico Sul, que vive numa daquelas ilhotas maravilhosas,
e a imagem em questão é uma cena do "esporte" local, a
corrida numa espécie de canoa-tronco, sobre a água, e onde os guerreiros
mais novos (segundo consta a legenda da foto) montam para correr contra os guerreiros
mais velhos. Eles ficam emfileirados, atracadinhos do mesmo jeito que eu e meu
namorado, acima. Meu pai é incrível, puta fotógrafo! |
Falando
em esporte, olha o Danibê com uma chuteira, diz ele que é para entrar
no clima da Copa do Mundo de 2006. Tudo bem, que ele compre a chuteira, mas que
não a use numa ocasião dessas, né? Amei a camisa dele, com
bordados lindos nas mangas, a calça fui eu mesma que dei no aniversário
dele do ano passado (2004), o menino ficou lindo, mas aí calça uma
chuteira amarela. Difícil, hein?! |
Ao
lado, foto de papai novamente, desta vez sem nenhum detalhe especial, apenas uma
bela foto (aqui no site, convertida para desenho com precisão, devo dizer).
Olha, que evento bacana, estava cheia de dúvidas se ia ou não para
este lançamento, detesto as "conversas de ambiente" que geralmente
rolam em reuniões onde as pessoas se vestem bem demais. "Amenidades",
você sabe do que estou falando. Mas, bem, como era de um amigo de papai
desde o tempo de faculdade (faculdade que ELES fizeram, imagina!), e que andou
o Mundo inteiro fazendo fotos interessantíssimas, imaginei que a ocasião
pudesse ser mais do que simplesmente agradável. Não deu outra, clima
delicioso, lugar maravilhoso, pessoas educadas e divertidas usando vestidos finos
e sapatos lindos, conversas surpreendentes, jardins bem aparados, mesinhas com
incensos. Adorei!
E uma das situações mais engraçadas
foi um dos convidados que conhece papai ter reconhecido, no meu rosto, os olhos
de papai. Hahaha! Se ele me conhecia quando eu era pequena, não me lembro,
ele se apresentou e disse que os meus olhos denunciavam a presença dos
genes do Arthur Breta, amigo dele também de longa data. |
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